o humor e as notícias mais sacanas da web
Sexta-feira, 05 de Agosto de 2011

Não bastasse algumas bestas que peidam patriotismo não compreenderem que é necessário se ter um mínimo de escolaridade para zurrar o Hino Nacional, querem ainda que as nossas cavalgaduras possam entendê-lo!

 

Em algum momento de suas medíocres vidinhas de vira-latas, muitos já ouviram essas regras imposições serem recitadas por algum fardado com o rei na barriga, um corrupto demagogo ou um merda qualquer que posa de patriota, mas não faz porra alguma para que o país-tropical-abençoado-por-deus-e-bonito-por-natureza deixe de ser o covil de ladrões que é e a Meca de todos os facínoras.  


Paradoxalmente, o mesmo que leva a plebe rude a cagar solenemente para tanta formalidade fútil cujo puro e simples intuito é transformá-la em um elenco de marionetes, a salva de cair no conto do vigário que os seus “feitores” querem lhe aplicar: a ignorância e a animalidade em que os governantes preferem deixá-la, cientes de que ‘povo escolarizado é povo consciente’. Então, se o povão está cagando e andando para tanta regrinha marcial menstrual na hora de cantar o Hino Nacional que em nada lhe melhora a cidadania, parabéns!


Por determinação dos “podres poderes” e dos seus capachos, todos os eventos, dos mais fúteis aos mais metidos a besta, sempre têm início com a execução do Hino Nacional, quando todos sabem que a plebe rude, enfastiada e burra, preferia mil vezes um pagode, um axé, um forró... Afinal, a incultura é o ópio do povo!


(IN)DISPOSIÇÕES

O Hino Nacional deve ser cantado com respeito, principalmente quando na presença daqueles que roubam e abusam do “poder” (políticos e milicos). Se o Zé Povinho não respeita os fantasiosos símbolos de um país aviltado por seus detentores, estará ele errado?


Nessas “solenidades”, os civis sacos de levar fumo devem se posicionar de quatro e com as mãos em uma das seguintes posições:

# Com uma mão esmolando e um braço em posição defensiva a uma possível porrada;

# Com uma mão na frente e outra atrás;

# Com os braços para trás, uma mão sobre a outra, ambas protegendo a tarraqueta;

# Com os braços à frente, uma mão sobre a outra, ambas protegendo os bagos;

# Com o braço erguido com a mão fechada e o dedo médio em riste voltados para quem está regendo a patacoada.


Há ainda outra posição, mas essa é dirigida aos milicos, que devem ficar em continência com armas e cassetetes prontos, caso o povão se meta a besta.

 

O Hino Nacional deve ser cantado de cabo a rabo. Quando ele for executado, poderá ser tocado apenas uma vez (ninguém aguenta duas!), sem repetição, a menos que o disco enganche.


A lei proíbe terminantemente quaisquer tipos de arranjos. Entretanto, já nos deliciamos vendo e ouvindo no YouTube a adequadíssima interpretação da Vanusa.


Após terminar de cantar, não se deve bater palmas. Afinal, ninguém jamais aprendeu e muito menos entendeu aquela quilométrica e complicada letra. Cabeça de analfabeto aprende, no máximo, ‘Chupa que é de uva’, ‘Senta que é de menta’ e ‘Eguinha pocotó’!


Uma Lei 171 diz que é obrigatório o ensino do canto e da interpretação do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino, que - pasmem! – não conseguem sequer fazer os alunos aprender o básico (ler e escrever).


É sempre bom lembrar que há previsão de multa para a violação das disposições da Lei. Que patriótico! Que democrático!


Embora a letra do Hino Nacional seja de impossível interpretação até mesmo para cantores renomados, não se pode negar que, como letrista, o Osório era um bom General.

publicado por Assi Sales às 10:48

linkwithin
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...