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Segunda-feira, 09 de Maio de 2011

Oliveira de Panelas, poeta e repentista Pernambucano, certa vez se deparou com um desafio no mínimo inusitado: Após consertar seu carro na oficina de um amigo e perguntar o preço do serviço, o dono da oficina lhe disse que o conserto ficaria de graça, se ele fizesse um verso falando sobre o seu “órgão sexual”.

Oliveira resolveu brincar com o dono da oficina e descreveu assim o “dito cujo”:


Essa rôla antigamente
Vivia caçando briga
Furando pé de barriga
Doidinha pra fazer gente
Mas hoje tá diferente
No mais profundo abandono
Dormindo um eterno sono
Não quer mais saber de nada
Com a cabeça encostada
Na porta do cú do dono

Já fez muita estripulia
Firme que só bambu
Mais parecia um tatu
Fuçava depois cuspia
Reinava na putaria
O priquito era seu trono
Trepava sem sentir sono
E sem precisar de escada
Mas hoje vive enfadada
Na porta do cú do dono

Nunca mais desvirginou
Uma mata vaginosa
Há muito tempo não goza
A noite de gala passou
Vive cheia de pudor
Sonolenta e sem abono
Faz da ceroula um quimono
E da cueca uma estufa
Vive hoje à cheirar bufa
Na porta do cú do dono

Colaboração: Cibele Sales
Gostou? Sinta-se, então, TAMBÉM "homenageado". Rsrsrs
publicado por Assi Sales às 00:10

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