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Terça-feira, 20 de Março de 2012

Deparei-me com uma historinha que vai deixar muita mulher babando,  muito baitola suspirando e  muitos machões se sentindo o cocô do cavalo do bandido. É a história de um escravo alforriado bem antes da Lei Áurea. Que diabos havia de tão singular nele para merecer tal graça? 


Bernardo era escravo de uma fazenda da região de Fronteira – MG. Inicialmente, trabalhava na lida do campo – corte de cana, manejo de gado e outros afazeres rudes. Mas a sua proprietária tinha tal predileção por ele que passou a requisitá-lo para serviços especiais, como levá-la à casa de amigos; acompanhá-la às compras; escoltá-la em passeios no campo em dias ensolarados... Até mesmo quando estava chovendo e não havia nada pra fazer ela mandava chamar o Bernardo. Pelos seus préstimos à senhorita, não demorou ele ser promovido a serviços mais próximos da Casa Grande e, tempos depois, com a completa acedência de todos, a obter uma carta de alforria,  com direitos à posse de terra e gado para poder manter-se. O porquê de tudo isso deixava alguns com a pulga atrás da orelha e deu muito pano pra mangas.

 

Mas eis que um belo dia Bernardo ficou doente e bateu as botas. Foi aí que o seu grande mérito veio a público. Segundo consta, ao prepararem o corpo para o sepultamento descobriram que Bernardo possuía uma “ferramenta” de 28 centímetros. E – pasmem! - quando mole! Isso deixou muitos perplexos e muitas mulheres consternadas.  A impressão com a aberração foi tanta que, a partir de então, passaram a referir-se a ele pelo epíteto de Bernardão.


Ele entrou para a história da região de Fronteira por estas passagens, até hoje não se sabendo dizer o que é realidade e o que é fábula. A única coisa sobre a qual não pairou qualquer sombra de dúvidas foi o seu membro descomunal.


Finalmente, como isso fosse a única coisa relevante de Fronteiras, em homenagem ao Bernardão foi construída uma estátua no centro da cidade, que, originalmente, deixava à mostra o bilau em toda a sua dimensão. Como isso vexava muitos homens e criava falsas expectativas em moçoilas, senhoras e afins, resolveram colocar um tapume na frente da “escultura” para desfazer o mal estar masculino e os suspiros de mulheres e boiolas.

 

 

 

 

publicado por Assi Sales às 05:30

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