Lula passeava numa praia paradisíaca de um certo paraíso fiscal (Uruguai) quando deparou-se com uma garrafa de cachaça mágica, que a maré, caprichosamente, fez chegar até seus pés. Mais depressa do que o capeta esfrega o olho, depois de muito confabular com Dona Consciência, pôs-se a esfregá-la, insistentemente. Nesse instante, numa explosão de luzes e fumaça, surgiu um gênio enorme, gordo e satisfeito, que disse:
- Ulah la! (Na ocasião ainda não haviam criado o ‘Lula la’) Meu amo é senhor! Por ter me libertado da garrafa, vou realizar-lhe três desejos; peça o que quiser e será atendido.
Lula, perplexo, exclamou:
- Cacete!
E começaram a surgir cacetes de tudo quanto é jeito e de tudo quanto é canto. Vinham de um lado, do outro, de cima e de baixo. Enfim, do céu desabou uma torrencial chuva de cacetes e mais cacetes. Lula, desesperado, agitava os braços, freneticamente, debatendo-se contra aqueles que insistiam em vir direto à sua boca. E, num esforço brutal, deu-se a gritar, tresloucadamente:
- Suma! Desapareça já com todos os cacetes!
Em seguida, num raro momento de ponderação, murmurou em tom de arrependimento:
- E, por favor... Devolva o meu!
E lá se foram os três pedidos.
MORAL DA HISTÓRIA
Certas pessoas jamais saberão o que fazer com o poder.