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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

 

 

Acabo de concluir a leitura do mais novo romance da Geyme Lechner Mannes, ‘Mal Intencionados’, que me deixou com a nítida impressão de haver levado um soco no estômago.

 

O enredo, engendrado com personagens típicos da ralé dessa tragicômica nação fantasiada de emergente por políticos corruptos e mídias ou alienadas ou veniais que, por estupidez e/ou interesses escusos, ajudam essa corja a pintar aos olhos do Mundo o cenário “para inglês ver”, mostra mazelas comuns à gentalha e à marginalidade, as duas metades de uma mesma laranja: a miséria social. A autora ousa ainda desnudar, embora brandamente, a face espúria da maior enganação perpetrada aos “abestados” desde o começo da existência da raça “humana”: a religião, fossa excrementícia de muitas vertentes.


Quem jamais vislumbrou a pobreza, seja por sorte do destino seja por, deliberadamente, usar tampolhos e fazer ouvidos de mercador, há de julgar que certas atitudes e situações que a Geyme imputa às personagens são delírios de literato(a). Pois saibam que, muitas vezes, a realidade é bem mais sórdida que a “imaginada” por ela e por outros escritores. A pobreza é poética somente em “sambões” de compositores ébrios. A vida não imita a arte e a arte não imita a vida, mas ou a reporta ou a fantasia. A obra em questão é uma tela pintada com pinceladas ásperas e cores fortes.


‘Mal Intencionados’ não é um romance para agradar a gregos ou troianos. O leitor ama-o ou odeia-o. Diferentemente da primeira obra da autora, ‘Meninas Bonitas Não São Para Casar’ (reeditado como “Anjos em Pecado’), ‘Mal Intencionados’ não deixa saudades em quem o lê, mas dá muito o que pensar.

 

La belle Geyme

publicado por Assi Sales às 10:02

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