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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011

Uma escrachada autobiografia (des)autorizada de Assi Sales, criador e mantenedor do Eca! - um blog sui generis (excluido pela porra da Google)
e do Sui Generis - um blog eca.

Antes do dilúvio universal, à noite de 17/03/53, em Caraúbas (Rua Dona Quitéria), para azar de muitos, pariram Assi Sales (Em seu nome há um Bezerra, que ele diz não usar porque ‘bezerra hoje, vaca amanhã’.). O Peste, alcunha com a qual ele próprio se cognomina, começou a falar aos 10 meses de idade, evidenciando já a língua solta que só lhe se acentua com o avançar da idade.

Por incrível que possa parecer, no então Caraúbas era muito pior do que é hoje. E como sempre foi praxe nessas brenhas, pensando fugir às penúrias do mísero berço, a “sagrada família” migrou para Natal. Deram com os burros n’água e se não ficou tudo a mesma merda, ficou pior. Mas essa empreitada jumentícia possibilitou ao Peste aprender a ler, (quase) sozinho, nas revistas de HQ a que só por lá teve acesso e que tanto o encantavam. E já que tal titica ocorrera, enfiaram-no num colégio aos 3 anos de idade. Isso não contribuiu para que fosse um estudante excepcional, mas para que, “doidão”, largasse os estudos aos 17 anos. Era apenas para ele dar um tempo, mas o médico não disse quanto e o Peste nunca mais pôs os pés numa escola. Muito novo tomou-se também de amores pela música. Decorava e cantarolava todas que ouvia. Uma encheção de saco! Chegou a fazer parte, às escondidas, de corais e de grupos musicais de pouca monta, mas nunca se dispôs a aprender a tocar um instrumento. Nem a mãe o permitiria pois, segundo ela, isso era coisa para vagabundos e para veados. Coitada da babaca! Quebrou a cara.

De criança introvertida a adolescente rebelde (era moda!) o Peste não custou em se tornar. Não era nenhum bad boy, mas o raciocínio ágil e a língua célere foi motivo pra muita porrada que tomou por responder ‘por cima do lombo’ à poderosa chefona que o parira. Daí, não demorou também a iniciar-se no consumo de álcool, nas experiências com drogas leves e no uso de tabaco (esse, desafiando a proibição da mãe, fumante inveterada). Contrapondo-se a tantas precocidades (nada é 100%!), os impulsos sexuais vieram-lhe tardiamente e insólitos (na base do não sei se dou, se como...), sequer o interessando fingir-se donjuanesco como os seus amigos de então tão bem o faziam.

Aos 18 anos, forçado a “servir” à porra da Pátria, vadiou 10 meses e 15 dias no exército, onde nada aprendeu de útil ou de prático. Logo após “dar baixa”, fugindo à tirania doméstica, embarcou para o RJ, onde arranjou trabalho, soltou a franga e caiu na putada. Lá, teve oportunidade de melhorar-se em traquejo social e trato intelectual, tornando-se um debochado de carteirinha.15 anos depois, em decorrência da meretrícia Era Sarney, viu-se forçado a voltar a encarar o repúdio familiar, a soberba dos papa-jerimuns, as ínfimas oportunidades trabalhistas e as presepadas peculiares à Cidade Presépio, afundando de novo no inferno astral que crê localizar-se-lhe ali.

Após comer o pão que o diabo amassou e surtar de vez, veio dar com os costados em Caraúbas onde, à noite em que desembarcou, chovia a cântaros, como se proclamando ao povo que “O diabo quando não vem, manda o secretário”.
No berço nada esplêndido, teve a princípio de enfrentar um perrengue danado, até lhe arranjarem um cargo na Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal. Cargo que, conflitando com a primeira-dama da cidade, logo defenestrou. Desempregado, entrou em depressão, e por quase dois anos viveu de ócio e birita às expensas maternas, até por obra e arte do capeta suplantar os demais candidatos em concurso da prefeitura, sendo esta obrigada a readmiti-lo, para o bem de bem poucos e infelicidade da esposa do Negão (apodo carinhoso do prefeito à época).

Agente de Endemias por três anos e meio, o seu jeito bufo de lidar com as pessoas e de cuidar do serviço angariou-lhe popularidade por todo o município. A língua viperina também (ou principalmente) foi fator crucial para que marcasse seu rastro por onde passasse. Paradoxalmente, a sua irreverência acintosa era uma pedra no sapato do chefe da equipe e até mesmo do prefeito que à ocasião assumiu quando o titular foi assassinado não se sabe como nem porque, já que na boca dos estúpidos locais Caraúbas é tida como o céu na Terra, tão pacífica é.

Chegada a enojante época eleitoreira, já puto da vida de tanto levar com o pé no saco, apoiou a candidatura do novo prefeito (um gênio!) eleito graças à derrama de dinheiro feita no município, o que lhe valeu ser desagraciado com uma prejudicial troca de seis por meia dúzia. Lascou-se todo, pra deixar de ser trouxa! Nominado “coordenador” da biblioteca municipal, percebendo salário-mínimo e tendo de aturar uma récua de inúteis, findou se emputecendo, largando o cargo e indo dedicar-se ao besteirol ambientalista, criando a Semmeia (que nada semeou) e o Ecofest (que não teve eco, mas fez uma puta festa).

Exonerado por razões que a própria razão desconhece, como não puxar saco e ser radicalmente franco, passou oito meses a pão e água (mais água que pão). Mas como a vingança é um prato que se come frio, lavou a alma ajudando a dar descarga na privada cagada em que haviam tornado a prefeitura e mandar a excrementícia gestão construir vida nova no quinto dos infernos.

O resultado de toda essa bosta veio-lhe, há pouco tempo, na forma de um enfartezinho aboiolado que confirmou a veridicidade da proverbial sentença: Vaso ruim não quebra.

Os caraubestas vão ter de aturá-lo aqui até que deus e o diabo decidam quem vai ficar com o Peste, caso ele morra. Um impasse difícil de solver-se, uma vez que o céu não aceita trastes e no inferno o diabo não aceita concorrência. Salve Rainha! Ave Lúcifer!
publicado por Assi Sales às 12:15

Muito bom :D Obrigado por partilhar :D

Agradeço pelo manifesto, brother. Se eu não fosse "desencanado" iria lhe solicitar um desentupimento. Rsrsrs
Assi Sales a 29 de Novembro de 2011 às 09:19

Graças à Inri Cristo e ao capeta esta jóa não foi perdida quando os trouxas do Blogger deletaram o seu blog.
Tiozão das Batidas a 28 de Novembro de 2011 às 16:50

Olá, Tiozão. Fui buscá-la no local onde a publiquei assim que a escrevi, pois o fiz atendendo ao desafio do administrador do blog no qual eu me iniciei na web e que deixei por estar sendo censurado pelo filho da puta. Rsrsrs
Assi Sales a 29 de Novembro de 2011 às 09:16

Obrigado Dna. Quitéria por ter parido o menino Jesus em Caraúbas em momento tao oportuno! Sua mini-biografia está o máximo!!!! Mas confesso que nao lembrava de vc ter aloprado tb no exército, eita porra!!!

Coloquei o link do Sui no meu blog, seria melhor substitui-la pelo sapo???
que vc acha?
Opine, comente, aqui, vc decide!!!

Beijuuuuu, tinhosinho!
Geyme a 10 de Janeiro de 2012 às 11:26

A versão Sapo do Sui Generis é mais dinâmica que a do Blogspot, pois esta última passou a ser mera cópia, que eu mantenho por causa dos caraubenses e por desacato à Google. Eu optaria pela versão do Sapo.
Assi Sales a 11 de Janeiro de 2012 às 09:59

Salve ..Salve O Peste!! Bom excluiu mais é ai? rsrs

Muito bom o post. Parabéns!
Katia Farago a 22 de Janeiro de 2012 às 17:32

A intenção do post aí, Kátia, além de divertir a quem o leia, é mostrar que eu não sacaneio somente aos outros: Sou, eu mesmo, a minha primeira vítima. Rsrsrs
Assi Sales a 23 de Janeiro de 2012 às 09:08


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